19.2.10

Dollhouse


Fiquei recentemente fã de uma nova série chamada "Dollhouse". Não podia ter um mote mais actual... Pessoas que são informaticamente programadas, recebendo inputs neurológicos que podem fazer delas médicos, assassinos, esposas perfeitas, amantes apaixonados, stripers, agentes secretos, etc... Todas as memórias, qualidades, defeitos, tiques nervosos, medos, capacidades, conhecimentos de uma personagem, tudo isto é uploaded em questão de segundos para a mente dos "Activos" (designação dada a estes soldados)... No seu estado "clean slate" experienciam a mais pura inocência infantil, sem malícias, livre-arbítrio, ou ânsias intelectuais de espécie alguma...
Seria este o cenário e as circunstâncias ideais para a criação dos escravos do Século XXI que as grandes empresas pretendem hoje em dia: sem vida pessoal, sem sentimentos, sem emoções... Autênticos robots dispostos a qualquer tipo de tarefa, a qualquer hora do dia, durante tempo indefinido e ininterrupto... Tudo em nome dos números, do capital, dos resultados, da concorrência... Seríamos todos (ainda mais) marionetas numa grande peça ridícula e desgastante...
Quando déssemos por nós não passaríamos de soldados sem almejar felicidade ou sentimentos genuínos como o amor, a amizade, a lealdade... Sem família, sem amigos, sem passatempos, só preocupações, stress, e pesadelos...
No way...